quinta-feira, 15 de junho de 2017

2017

Vou desaparecer, virar retrato, ato, espírito, abstrato
Definível por retina, sem contato, sem status, só no espaço.
O vórtice real é vocal, cerebral, estrutural, animal.
Definível em delírio; real; palpável, palatável, mensurável
Sóbrio e limitado, castrado, enjaulado, aprisionado, encaixotado.

O mundo é magia, é ação, é visão, é paixão é conexão é combustão
É ser e estar, é vibrar, é chorar, é sofrer e se calar, se despedaçar.
É escrever e se juntar em lama biológica e se reformular

É sentir o sol, sentir frio, arrepio, desafio, incerteza, natureza
Pura beleza, natural, espiritual, fenomenal, colossal, astral
É música, é tempo, é espaço, é gravidade, é materialidade, é “saudade”.
É Alberto Caeiro, é Ricardo Reis é Álvaro de Campos e Fernando Pessoa
É Jorge Luís Borges e Tolkien, é jk Rowling é Dumas, é Nietzsche e Tolstoi
É Schopenhauer e Caetano, é Olodum, é o tambor, é amor é o amor é a amor...

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Entre a percepção do gozo Lacaniano e a busca do completo desapego budista...

Enquanto isso, Alberto Caeiro

Rodrigo Fernandes

terça-feira, 7 de junho de 2016


Ao final das orações, amem, sem acento!



No Vento noturno,
Um gato soturno

Cruza minha janela ....

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Decepção

Decepção
Não é rocha
É trombada de rocha com rocha
Terremoto
Profundo
Humano
Rasga o espirito
Modifica
Esmigalha
Não é dor pungente é oceano
É amargo, salgado, profundo, mortal
É um grito intenso que não tem voz
É o abismo e o abissal
A tortura,
A descrença
Sem palavras, colossal
Absurdo
Doente
É tudo isso na mente, e em um ponto da alma
Não é falta de amor,
Não é ódio,
É amar e não crer
É adoecer
Deixar de existir...
Deixar de ser...
        * Rodrigo Noturno

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2015

Trinta pontos indefinidos
Onde a agulha punge a dor
Um caminho em descaminho
Tropeçante e incolor

Ego torto envernizado,
Puro inverno e torpor
A sentença é a vida
Ilusória como o amor

Gado símio enclausurado
Nas próprias ilusões
O maquinário abarca a Terra
E a lama os corações


E quando o cântico acabou
E a lua se perdeu
Abriu-se e para o vácuo
E aguardou o eterno breu

Sem temor e sem temer
Sem chorar e sem orar
Sem dúvida de ser,
Existir é estar...

                Rodrigo Fernandes

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

2014

Empáfio compasso,
Métrica assimétrica,
Ideal sufocado,
Fragmentado,
Isolado...

Flui o anti-tempo,
Vive o Anti-espaço
Bombardeado,
Enforcado,
Parado...

Os caminhos são circulos,
Rodas ou “Giras”,
Dharmas,
Karmas,
Armas...

Anda-se poderosamente
Com pés de Curupira,
Física Quântica,
Dialética,
Anomia...

Angustia moderna
Ou angustia na Terra?
(Rodrigo Fernandes agosto 2014)